O homem mais criativo e polêmico que o mundo da música pop já conheceu. O mais rico e o mais decadente. O homem que gravou o disco mais vendido do mundo [Thriller] e um dos clipes mais caros da história [Scream - US$ 7 mi]. O homem que transformava seus vídeos em verdadeiros curtas, com direção de profissionais brilhantes como Martin Scorsese [Bad] e atuação de astros como Marlon Brando [You Rock My World]. O homem que rendeu guitarristas como Eddie Van Halen [Beat It] e Slash [Give Into Me]. O dono da música mais bonita que já pode ser ouvida [Billie Jean] e que soube, como ninguém, NÃO SER CHATO na hora de pedir por um mundo melhor [Heal The World é uma das músicas mais emocionantes que eu já ouvi].
O homem mais imitado. Um dançarino, cantor, compositor e criativo espetacular. Um rei que, hoje, faz o mundo inteiro curvar-se diante de uma obra única, ao mesmo tempo em que sua vida pessoal vai sendo cada vez mais revirada e invadida: o que ele nunca quis.
Um dos homens mais perseguidos e, ao mesmo tempo, mais queridos que o mundo já conheceu. O mais presente na infância, na adolescência ou em qualquer época da vida de pessoas como eu que, aos 28 anos, aproveito um espaço como esse para deixar afirmado um lamento. Por ter sido ele um dos responsáveis pela trilha sonora da minha vida, por ter tido a obra completa em fitas k-7, por ter aprendido as letras, por saber cantar todas as músicas e por ter conhecimento [desde sempre] de como tudo começou e, infelizmente, de como tudo “acabou”.
Eu não aceito. Mas me conforta saber que não sou a única. Pode até parecer exagero, mas ídolo é ídolo. E fã é fã. Ponto final.
Descanse em paz, sr. Michael Joseph Jackson.
Michael foi e é tudo isso, representa uma geração, dos meninos que ao preço da fama, encantaram e recolheram-se a uma vida de solidão. Exageros a parte, astros são assim, brilham e se vão.
Eu escrevi sobre Michael lá no blog no exato momento em que soube da morte dele, ainda incrédula (como até agora estou) e o susto me trouxe a lembrança de quando completei 15 anos e ganhei um disco de presente, com a música “The Girl is Mine”. Não lembrava disso há anos! “Heal The World” é mesmo linda, mas “You are not alone” foi minha escolhida pra imortalizá-lo no meu canto…
Não consigo acreditar ainda.
Bj.
Michael será sempre Michael.
Reviramos sua vida, acompanhamos sua história. Aplaudimos, criticamos, imitamos. Falamos dele. De uma forma ou de outra, ele era sempre invadido e mostrado à nós. Muitas vezes o julgamos, o desvalorizamos. Olhávamos pra ele e dizíamos: Que esquisito! Como ele pôde se transformar assim?
É o preço que se paga por falar do que não se conhece. Eu mesma falei isso de Michael. E me vi chorar copiosamente quando soube: Michael morreu. O rei da Pop. Morreu.
Como assim?
Michael não podia morrer!
Por que?
Ora, porque Michael não era mortal. Era alguém que existia. Mais que existia. Era alguém que era, e ponto final.
Michael criou. Fez. Aconteceu. Estreou. Inovou. Renovou. Amou. Isso: Michael amou muito. O mundo, as pessoas. Um cavalheiro sem igual. Gentil, delicado, dedicado e protetor, Michael sabia converter o mundo real em uma fantasia. E nos levava – sim, nós todos íamos – para lá. Com suas músicas, com suas crenças, com sua personalidade, Michael recriou em nossas mentes e corações algo que só víamos nos filmes, nas “viagens”, no cinema. Fazer o que Michael fazia só é possível pra que sabe o que ama, e faz o que ama. Quem cumpre o seu destino com obstinação.
O Cavalheiro Coragem. Um homem.
Depois de tantas acusações, todos reconhecem que ele só queria ser o que era. O que podia ser depois do que viveu em quase 50 anos.
Michael não podia morrer. Não é um ser mortal.
Perdemos sua presença. Não tenho mais a chance de sentir o arrepio de ver um deus fazendo o seu melhor milagre em cima de um palco.
Ele continua. Minha fé está agora em poder encontrá-lo em algum lugar. Isso se eu tiver a chance de ir pro mesmo lugar que ele.
Amo nele o que acredito existir em mim, e não tenho força, talento ou coragem como os dele para extravasar.
Continuemos, então.
Hum…
Michael Jackson era foda? Era sim. Mas – me desculpe – tem uma certa dose de exagero em algumas passagens do texto, na minha opinião.
Slash e principalmente Eddie Van Halen já eram Guitar Heroes quando foram chamados a colaborar com Jacko. Ambos eram guitarristas das bandas mais famosas e rentáveis de suas épocas – o Guns ‘n’ Roses e o Van Halen. No caso específico de Slash, vejo muito mais a presença do guitarrista como um reforço do que o contrário.
Já Billie Jean é uma grande música, mas “música mais bonita que já pôde ser ouvida”… Sei não, posso listar umas 30 mais bonitas, sem fazer força (e fazendo, mais umas 50).
Ah, ia me esquecendo. Mais criativo e imitado que Paul McCartney e sua trupe ainda tá para aparecer!
No mais concordo com todo o resto. Acho que o grande legado de Michael Jackson, além de muitas belas canções e passos expetaculares, foi transformar a música pop num negócio de bilhões e levar a figura do ídolo a um patamar nunca dantes visto.
Beijão!
Iúri, vamos lá:
- Não medi ou comparei talentos quando citei Eddie Van Halen e Slash. Tanto sei que eles já eram grandes nomes que no texto eu disse que MJ ‘rendeu’ os dois para que houvesse exatamente o que você comentou: um reforço.
- Billie Jean é a música mais bonita eu EU já ouvi. É pessoal mesmo… acho que esqueci de completar isso no texto.
- Quando eu falo ‘mais imitado’, eu me refiro a visual mesmo, aos sósias espalhados pelo mundo inteiro. É o sentido literal mesmo da palavra imitar.
- Quanto aos Beatles… bom, tem duas coisas nessa vida que eu não faço: discutir com flamenguistas ou com beatlesmaníaco. Mas justifico o meu texto dizendo que são épocas e talentos completamente diferentes.
Kkkkkkk!
Tranquilo Mari, tudo é sempre uma questão de opinião. Da mesma forma que eu acho que o mais imitado, no caso de sósias espalhados pelo mundo inteiro, é Elvis.
Mas belo texto mesmo assim, Michael merece todas as nossas homenagens (E eu tb tenho o vinilzão do Thriller e fazia o monnwalker na década de 80!)
muito lindo o texto.
a obra do MJ é uma das coisas mais importantes ja existentes pra musica pop, ali ao lado dos beatles, mais ou menos isso, na minha cabeça. eh tudo muito original, muito talento e qualidade em cada detalhe. quase nada me influenciou, a musica negra americana, na essencia, pouco me influenciou, mas a admiração eh gigantesca. eu era bem pequenino e ficávamos esperando o fantástico pra ver aqueles clipes. meu pai por vezes nao deixava … lembro perfeitamente do lançamento do Bad, ja depois. eu tinha uns dez anos, talvez, e gravava clipes no videocassete, inclusive este, que revi cem mil vezes. depois veio o absurdo de black or white, no dangerous, incrivel … voltando um pouco, um dia pedi pro meu professor de ingles gravar ´we are the world´ pra mim. ouvi que cansei.
eh uma obra muito forte e muito plural pra pouco tempo pra escrever. beijo, mari. parabens.
Deixa de ser retardado Iúri.
Beatles nunca fez pop, eles faziam rock.
Ninguém imita os Beatles, as pessoas se inspiram neles para criar músicas idiotas sob efeito das drogas, vômitos e afins.
Michael é homenageado por fãs que sempre acreditaram que ele era realmente bom, e que fazia o bem sem propaganda no meio das ruas.
E até o Paul McCartney tá sentindo falta dele.
E não defenda o Slash. Na época do clip ele já estava em decadência com o Guns.
Isso não é uma guerra de melhores e piores. Não há exagero, há respeito dedicado a alguém que por toda a vida foi criticado por pessoas absurdamente tolas como você.
Michael agora é imortal,é mito,e eu o vejo agora como um personagem,uma figura criada que veio e interpretou sua maneira única de dançar,suas músicas únicas e perfeitas as quais inspiraram vários outros ídolos pop anos seguintes,não o vejo mais como um mortal,está acima disso.
“Os covardes morrem várias vezes antes da sua morte, mas o homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.”
William Shakespeare
Acho que essa frase resume um pouquinho do que eu to sentindo agora… analisando toda a trajetoria de vida do Michel e tudo que se ouve falar da pessoa que ele era!!
Ele conseguiu ser eterno e imortal nas nossas vidas… e isso basta…
Descanse em paz Michel…
\o/ arrepiante, o texto. rest in peace, MJ.
Tenho de adimitir que concordo com o texto Mari, ainda mais no quesito, “fez parte da minha infância”, e de uma forma ou de outra, ele foi um ícone ímpar e fez parte da vida de muita criança que hoje é “gente grande” e quem nunca teve vontade de conseguir fazer pelo menos um dos passos dele? Sem falar de passagens secretas por toda sua casa…. (quando criança sempre quis ter isso na minha), e sem falar que você esquceu de mencionar outro astro também participou com ele em um dos clipes que eu particularmente adoro, (assim como a música), Jam, com o nada mais, nada menos que Michael Jordan…..
Abraço
Eu não aceito. Mas me conforta saber que não sou a única. Pode até parecer exagero, mas ídolo é ídolo. E fã é fã. Ponto final. [2]
Eu sou tão jovem, mas nunca vou esquecer da primeira vez que ouvi o MJ cantar, ainda com Jackson 5… ainda bem que meu pai fez questão de mostrar o talento que ele fora desde muito cedo e eu de poder descobrir o que ele poderia se tornar. Ter chegado da aula e ter ouvido minha mãe dizer “O Michael Jackson morreu, filha!” e ter desabado no choro foi muito difícil mesmo pra mim. Eu queria entender porque existirão pessoas que só lembrarão dele pelas supostas coisas erradas que ele cometera, o que até hoje não acredito. Infelizmente Mari, os que embalam nossa adolscência e toda nossa juventude nos deixam cedo demais. A memória curta das pessoas é um problema, espero que ele continue sempre em nossa vida, com a música mais bonita que EU também já ouvi (Billie Jean), com a dança mais atrevida que o mundo todo já conheceu. Não vai surgir outro parecido ou igual a ele. MJ é único.
beijos querida.
Mari! Parabéns pelo lindo texto, amiga! Sinto td da mesma forma que vc expôs aqui! Bjs vc é demais!!!
Mari,
Assistindo ao funeral de Michael, vendo as pessoas chorarem, sentindo minha emoção ao perceber que ele não mais dançará, que não mais ouviremos sua voz em tempo real, tão característica e única, e olhando aquele mundo de pessoas à idolatrá-lo em morte, me perguntei: como será que Michael estaria se ele visse tudo isso em vida? Como estaria a vida de Michael se ele sentisse todo esse nosso amor e respeito? Teria ficado dependente de tantos remédios? Teria sofrido tanto com as acusações e olhares de quem antes o amava? Teria doído tanto em seu coração ver as pessoas que o amavam acreditar em mentiras? Teria, por fim, morrido?
Quem sabe, Michael estaria aqui se tivesse sentido todo o amor e respeito que, dentro de nós, guardávamos por ele…
Michael era sinônimo de respeito. Conhece algum ídolo que tenha tido mais respeito por seu fãs? Ele respeitava esse amor, acreditava nas pessoas. Respeitou independentemente de cor, raça, tribo, nação, histórico. Michael valorizava o que havia de melhor nele e no seu público. Na capacidade humana de ser melhor, de ser humano.
Achei lindo quando o cara (não lembro o nome) que escreveu uma música que o MJ gravou, disse:
“Há vida depois da vida”.
Estrelas não morrem. Mudam de lugar.
=x
Quase morri com ele.
Que merda viu. que merda.
Michael Jackson saiu dessa vida, numa trajetória contrária tudo aquilo que construiu ou alcançou. Há tempos não vinha sendo visto, nem citado como o grande artista que foi, nem pela obra que agora nos deixa. Pode-se dizer que ele estava andando na contramão, pra trás… mas não foi andando pra trás que ele chegou ao topo?
Tenho certeza que Michael adentra os portões do céu num leve e instigante “moonwalk”!
who will dance on the floor in the round?
“Bob Marley morreu, porque além de negro era judeu, Michael Jackson ainda resiste porque além de negro ficou triste”
(De Bob Dylan a Bob Marley, um samba provocação)
Gilberto Gil 1989.
Mari, veja que neste estrofe, escrita por Gil há 20 anos atrás, já se suspeitava da tênue permanência de Jackson.
Aproveito para sugerir o texto de um amigo:
http://outubro.blogspot.com/2009/07/michael-jackson-e-infancia-reinventada.html
Devolvendo a gentileza da visita…
Minha querida, pra variar mais um texto lindo e que demonstra como vc é leal e fiel ao que acredita, eu me lembro quando estávamos no Certo e vc cantava Nação Zumbi pra mim, eu achava as músicas completamente sem sentido e hoje simplesmente adoro (e toda vez que ouço me lembro de vc) assim é com MJ, eu sei que vc sempre foi fã e que vc sempre acreditou (como eu), e isso é mostrado claramente qundo vc diz que ídolo é ídolo e fã é fã.
É por essas e outras que me orgulho em ser parte da sua vida e ter vc na minha
amiga,tu emociona!ele merece todas as formas de homenagem…como dizem por ai…MJ é musica!e musica nao morre!beijoss