Para Artur Gouvea, Barbara e Fernando.
Nunca tive a menor vontade de pagar de turista no Rio de Janeiro, nem em lugar algum. Nunca tive a menor vontade de ir ao Pão de Açúcar, Cristo Redentor e blá blá blá. Se exatamente ao alcance de minhas mãos havia um livro super interessante de contos do Fitzgerald [que eu já vou tratar de comprar pra mim], pra que sair de casa?! Tá. Eu gosto de caminhar, isso é bem verdade. Adoro caminhar [embora eu não adote a prática em minha cidade]. E nem precisa ser pelos lugares mais bonito. Enfim, eu sou uma “turista” estranha.
Naquele sábado, 28 de fevereiro de 2009, eu não queria sair de casa. Eu queria ficar. Falar besteira, falar da vida, ouvir o som de alguma voz falando comigo. Foi quando, pela primeira vez na vida, estar ’sozinha’ [mesmo com alguém por perto] me fez sentir mal. Meu estômago já doía a mais de 24h, sem parar, e eu não precisava sentir mais um incômodo numa tarde aparentemente tão agradável.
Então, quando eu me vi assim, em um território estranho, apenas com um livro nas mãos e com um telefone celular que não parava de vibrar com a chegada de mensagens que, até então, eu insistia em não retornar, foi que o telefone, que nem era meu, tocou. Atendi. E saí. Quer dizer, fui levada. E dei de cara com o Bloco Mulheres de Chico: vinte mulheres em um palco pequeno, montado na Praça Antero de Quental, no bairro do Leblon, cantando Chico Buarque.
Boas companhias, novas amizades, fortalecimento de outras, clima legal, música boa e uma Mariana completamente à vontade. Era eu naquela praça. Sem carapuça, sem limitações. No final de tudo, isso valeu a pena.
P.S. 1: O vídeo postado aqui não é de autoria minha ou de qualquer conhecido meu. Eu o encontrei à tôa no Youtube.
P.S. 2: Caddah, da próxima vez eu juuuuro que lhe mando um sinal de fumaça! Juro! [tá. pode me chamar de vaca.]
Só uma coisa…
Gostei.
E acho que tu devia pagar de turista mais vezes quando isso te der a sorte de ter ao lado um punhado de pessoas realmente interessantes.
Alegria³.
eu ainda quero conversar contiga sobre a trip.***
não foi mesmo o chico buarque quem disse “inútil dormir que a dor não passa?”… como ele sae bastante das coisas, a gente sai, e enfrenta.
E foi ele quem disse “amanhã vai ser outro dia”…
beijos de eu te amo!
Ainda bem que no final deu tudo certo, hein?! =)
Emoção…
Lindeza demais, abiga!
Eu sonho em ser turista valendo no Rio de Janeiro, ó??
Conheceu o bloco do Rei?? Pois é, mais um.
AMO-lha.
As vitrines,
Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo um salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão…
Xero minha gata, te adoro!!!
Sabe que eu adoro fazer coisas sozinha?? viajar, por exemplo. É uma experiência e tanto, a sensação de liberdade que dá… E dá pra fazer amigos em todo canto! Saudade de você, mocinha! Beijos de flor…
Tá vendo? rsrsrsrsrs…
beijão!!!
um abração tbm……………………………………………
Menina,
Se tem algo do Chico Buarque no meio, eu faço qualquer coisa. Vivo suspirando por ele =))
Beijos.
Oi Mari, dando uma de turista pela net achei seu blog e foi uma surpresa muito agradável… e um viva a Chico Buarque… e ao turismo tb ;P
Beijos doces =*