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[feliz] 2011 [novo]

 

Para ganhar um ano novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo.”

Eu só quero dizer que eu tive um lindo ano. Graças a uma família maravilhosa e aos amigos que tenho – os mesmos de tantos anos, diga-se de passagem. Quero dizer que, assim como um monte de gente que tem compromisso com a vida e que gosta de pagar as próprias contas, eu trabalhei pra caramba. Quero dizer também que eu vi um show do U2, no estádio do meu time. Que vi o Bono e a trupe dele caminharem até o palco ao som de Space Oddity [que momento!]. Quero contar que comemorei meu aniversário de 30 anos na véspera do dia 27 de maio, só com os amigos, pra poder estar com a família no meu dia. Quero dizer que chorei: de alegria e de tristeza. Que em 2011, nos dias de férias da família, fui à praia e vi a minha menina entrar no mar pela primeira vez. Inexplicável o sentimento que tomou conta de mim, quando vi a alegria que tomou conta dela. Também quero dizer que ganhei mais um casal de afilhados, virei Fada Magrinha e presenciei um momento único na vida deles. Quero dizer que, como sempre, coloquei pra fora tudo o que pensei. Se não o fizesse, não seria eu. E assim vou continuar: verdadeira, forte o suficiente para suportar as consequencias disso. Quero dizer que me emocionei profundamente com o fim da melhor banda do mundo. Quero contar que sou a responsável pela produção do calendário mais bonito da cidade [que vocês conhecerão em janeiro]. E que em duas horas de conversa com o poeta Paulo Machado, aprendi o que sala de aula nenhuma é capaz de ensinar. Quero dizer que fui grosseira com a minha irmã. E quero aqui pedir desculpas a ela e dizer que eu a amo muito. Quero dizer que mudei minha vida, que tive o Chá de Casa Nova mais divertido do planeta, que ganhei presentes lindos e fui morar sozinha, com a bênção dos meus pais. Enfim, quero dizer a vocês que lhes desejo um 2012 tão bom quanto o 2011 que eu tive, tão bom quanto o 2012 que desejo ter. Particularmente, começarei o ano que está chegando dizendo AMÉM a tudo que Deus tiver reservado pra mim. Afinal, Ele é o único professor que não cobra um tostão pelo que ensina.

Feliz Ano Novo!

Eu e Marcela, no Morumbi, prontas pra ver o U2.

Comemorando meus 30 anos.

Com minha pequena, na praia.

Fada Magrinha e seus afilhados.

[vídeo da melhor banda do mundo]

Imagem do poeta Paulo Machado no calendário mais bonito do mundo, que vocês conhecerão em breve.

No meu Chá de Casa Nova.

Os reis da propaganda

Hoje, 05 de setembro, o bonitão do Freddie Mercury, se vivo fosse, estaria completando 65 anos de idade.  O Google, que deve ter algum funcionário muito fã da obra do cara, apareceu com isso aqui, na página inicial, desde a meia-noite de hoje:

Lindo, não é?!  Fiquei encantada e lembrei do comercial da Volkswagen. Depois lembrei do comercial da Claro, depois da Pepsi. Daí resolvi fazer um pequeno apanhado de músicas do Queen [interpretadas pelo Freddie Mercury ou não] que serviram de trilha  para comerciais. Boa moça que sou,  divido com vocês. Só assim pra eu tirar poeira dessa página!

1. I’m In Love With My Car [para a Jaguar]:

2. Flash [para a BlackBerry]:

3.  We Will Rock You [para a Citroen]:

4. I Want to Break Free [para a Toyota]:

5. We Will Rock You – com Britney Spears, Beyonce, Pink e Enrique Iglesias [para a Pepsi]:

6.Kind Of Magic [para a Claro]:

7. Bohemian Rhapsody [para a Volkswagen]:

[esse eu NÃO quero crer que foi inspirado em uma cena do filme "Quanto Mais Idiota Melhor"... porque, né?!]

8.Don’t Stop Me Now [para a Mitsubishi]

[muito bem lembrado pela minha amiga Tânia Samara.]

Prova de que o reinado do Queen vai  muito além do nome.

No dia em que o tempo parou, houve um único momento em que eu olhei para o meu relógio. Ele marcava 22h em ponto. A música, que estavam começando a tocar, não era a mais esperada. Mas era a preferida.

Era 09 de abril de 2011.

Eu devia ter uns dez anos de idade quando ouvi uma conversa entre dois adultos. Um homem e uma mulher. Ele, insatisfeito por conta de um comentário meio infeliz [e que eu não me lembro qual] olhou pra ela e disse: Cuidado, você tem dois filhos.

Então… tenho uma irmã de cinco anos em casa. Apegadas ao extremo, já chegamos àquela fase em que eu só arredo o pé de casa depois que ela dorme. Eu dou banho, faço comidinha, arrumo a cama, ponho pra dormir, vejo filminho com ela, pago escola, pego na escola, me viro nos trinta pra responder perguntas escabrosas, levo pra passear, visto e calço -  essas três últimas eu divido com a nossa mãe. Mas, acima de qualquer coisa, dou carinho e amor incondicional.

Serei eternamente grata à Dina, que deu o número do meu telefone para a diretoria do Lar e à Cynthia, que reforçou que era aquela menininha tímida [uma, entre as tantas do Lar Maria João de Deus], fofa, porém gripada [o que me deu um certo receio], que eu deveria levar pra passar o Natal comigo [o ano era 2007].  Enfim, ela – que se chama Ana Júlia – pra mim, está em primeiro lugar, na frente de tudo e de todos. É como se fosse minha. Não é a mim que ela chama de mãe, mas é como filha que eu a tenho [e chamo]. Mas, para a maioria, é irmã mesmo.

Desde o dia em que percebi tal afeto [esse, que é mais forte, parecido com o de mãe], acho que de unstempos pra cá, eu passei a tomar cuidado com certos detalhes. Sim, os detalhes que, aos olhos dos outros, são sempre mais difíceis de serem vistos, já que a maioria das pessoas só consegue enxergar e guardar o que é ruim. Pra ser mais clara, me refiro a palavras e opiniões que, eventualmente, posso dar sobre as pessoas e suas ações – falo, especificamente, sobre quem eu deixo, quem eu já deixei e quem não deixo, de jeito nenhum, ter proximidade comigo

Com ela, eu não estou perdendo nenhum minutinho do meu tempo. Está sendo uma experiência cheia de altos e baixos. Mas tão incrível e tão natural quanto parir. Danado seria se eu fizesse como tantas outras: parisse e não aprendesse com o que a vida tem pra me ensinar, não aprendesse com o que o amor tem para me oferecer [o que inclui muita ocupação] e, simplesmente,  ignorasse o que eu citei nas primeiras linhas desse texto. É como eu disse: ouvi, sem querer, quando eu ainda era uma criança. Carrego comigo até hoje e o melhor é que aprendi a colocar em prática.

Feliz Dia das Mães. Para mim, pra minha mãe, pras mães dos meus amigos e amigas, e pras minhas amigas mamães.

Sobre o cansaço

Tem sempre um momento na vida em que você simplesmente cansa. Cansa de amigos dependentes, de pessoas complicadas. Cansa daqueles julgamentos, de ser apontada por alguém que se acha no direito de fazê-lo ou por alguém que nunca trocou um dedo de prosa com você – porque bem no fundo, eu, que tanto digo que não estou nem aí, me importo. E muito. Mesmo embora seja eu a responsável [e põe responsável nisso] pelo pagamento das minhas contas.

Você cansa de responder as mesmas perguntas. De ver as mesmas pessoas.  Você cansa de quem só faz questão de ver/sentir/ouvir um lado só, mesmo sabendo que você mesma às vezes faz isso. Mas é só às vezes.

Tem sempre um momento em que você cansa de ouvir o telefone tocar. Aí você desliga. E você cansa de ouvir aquelas músicas que estão no seu pc, sendo que você também já cansou de procurar sites pra baixar outras músicas. Aliás, tem sempre um momento da vida em que você cansa até de correr atrás. Correr atrás do cliente que não gostou do texto. Da grana daquele freelance que você adorou fazer, mas simplesmente se cansou de cobrar. E você cansa daquele seu amigo que marcou com você sábado, às 20h e já são 22h e ele nem deu notícia. E você cansa dos problemas. E da falta deles. Você cansa até de atualizar o blog que você tanto gosta. E você vai cansando. Cansando. Cansando. E se cansa de explicar. De tentar resolver. Você cansa de tentar fazer dar certo e acaba ficando exausta de tanto se cansar [UFA!].

Tem sempre um momento na vida em que você simplesmente cansa de tudo. O por quê eu não sei. E não quero saber, já que eu também cansei de procurar respostas. Elas, se quiserem, que venham a mim.

Bilhetinho

Prezado 2010;

Você, pra mim, começou ainda em meados de outubro de 2009. Foi quando muitas coisas começaram a mudar por aqui. As músicas eram outras, as pessoas, as coisas, os amigos. Tudo ganhou um valor diferente. Você mudou o meu olhar diante do mundo. Mas você não para quieto. Sempre me traz uma surpresa diferente, uma emoção atras da outra. Eu fico extasiada. Se você continuar com isso vou ter que voltar ao consultório do meu neurologista e pedir gentilmente que ele aumente a dose do meu remédio. Então, vai devagar, 2010. Vai devagar que eu tenho certeza que você vai me dar presentes ainda melhores. Não precisa ser assim, de uma vez só. Tá bom? Desde já, por tudo, eu agradeço.

Beijos,

Mari.

“I know someday you’ll have a beatiful life. I know you’ll be a star in somebody else’s sky. But why can’t it be mine?”

[para Belle]

The King Is Dead

michael-jacksonO homem mais criativo e polêmico que o mundo da música pop já conheceu. O mais rico e o mais decadente. O homem que gravou o disco mais vendido do mundo [Thriller] e um dos clipes mais caros da história [Scream - US$ 7 mi]. O homem que transformava seus vídeos em verdadeiros curtas, com direção de profissionais brilhantes como Martin Scorsese [Bad] e atuação de astros como Marlon Brando [You Rock My World]. O homem que rendeu guitarristas como Eddie Van Halen [Beat It] e Slash [Give Into Me]. O dono da música mais bonita que já pode ser ouvida [Billie Jean] e que soube, como ninguém, NÃO SER CHATO na hora de pedir por um mundo melhor [Heal The World é uma das músicas mais emocionantes que eu já ouvi].

O homem mais imitado. Um dançarino, cantor, compositor e criativo espetacular. Um rei que, hoje, faz o mundo inteiro curvar-se diante de uma obra única, ao mesmo tempo em que sua vida pessoal vai sendo cada vez mais revirada e invadida: o que ele nunca quis.

Um dos homens mais perseguidos e, ao mesmo tempo, mais queridos que o mundo já conheceu. O mais presente na infância, na adolescência ou em qualquer época da vida de pessoas como eu que, aos 28 anos, aproveito um espaço como esse para deixar afirmado um lamento. Por ter sido ele um dos responsáveis pela trilha sonora da minha vida, por ter tido a obra completa em fitas k-7, por ter aprendido as letras, por saber cantar todas as músicas e por ter conhecimento [desde sempre] de como tudo começou e, infelizmente, de como tudo “acabou”.

Eu não aceito. Mas me conforta saber que não sou a única. Pode até parecer exagero, mas ídolo é ídolo. E fã é fã. Ponto final.

Descanse em paz, sr. Michael Joseph Jackson.

Aposte em mim*

Ando com vontade de atualizar isso aqui com mais frequencia, mas me falta inspiração pra escrever. A minha vida está de cabeça pra baixo, tudo é preocupação e eu só quero dividir sentimentos legais com as pessoas que visitam essa página. Então, vou postar aqui mais duas dicas do que eu ando ouvindo e eu espero, sinceramente, que vocês gostem. Qualquer horinha dessas eu volto com textos e programação normal:

 

sounds

Depeche Mode – Sounds Of The Universe [2009]

Célebre, tudo de bom e dona de uma porrada de hits, uma das bandas mais bombadas dos anos 80 está com disco saindo do forno. 

Com lançamento previsto para o próximo dia 20 de abril, Sounds Of The Universe, 12º álbum de estúdio do Depeche Mode, é mais uma prova de que a banda soube manter a sua relevância e o seu devido lugar ao longo desses quase 30 anos de estrada.

Os ingleses, que nunca interromperam suas atividades, prepararam um trabalho que está dividindo fãs [é né! o disco já vazou!], embora não deixe nada a desejar. As presenças de sintetizadores analógicos [sim, analógicos!] e bateria eletrônica fizeram de algumas canções verdadeiras responsáveis por uma viagem no tempo. O resultado? Mais um puta disco, pra ficar no mesmo patamar de maravilhas como o Music For The Masses [1987] e Violator [1990]. Exagerei? Maravilha!

O single, Wrong, começou a tocar oficialmente nas rádios hoje, dia 06 de abril. Ótima música, mas, em disparada, a minha preferida é Fragile Tension, junto com In Sympathy, Peace e Miles Away.

Também [re]conhecida por suas apresentações ao vivo impecáveis, a banda anunciou uma série de shows pela Europa, ali mesmo pelas bandas do Reino Unido. Fãs brasileiros clamam por um mísero show em terras tupiniquins, no segundo semestre desse ano. Quem viver, verá.

Sounds Of The Universe deve estar tocando por aí, em um monte de mp3 player. Comigo a coisa tá meio grave. Tem Depeche Mode tocando em casa, no carro e no trabalho – e não é em mp3 player, já que me recuso a sabotar meu próprio tímpano usando aquele aparelhinho. Mas que está tocando por aqui, está. Resumindo: é um disco simples e muito, muito foda.

 

paralamas

Os Paralamas do Sucesso – Brasil Afora [2009]

Desse trio eu juro [e todo mundo sabe] que eu sou suspeita pra falar. É, sem dúvida e sem discussão, a melhor banda desse meu Brasil-il-il [e não teimem comigo porque aqui nessa birosca a dona da razão sou eu].

Com exatos 27 anos nas costas, Os Paralamas do Sucesso finalmente voltam a ser Os Paralamas, depois de uns trabalhinhos meio sombrios, com algumas letras frias e guitarras gritantes [nada contra, claro!].

Brasil Afora [que já foi lançado, se não me engano!]  é um disco feliz e que me ganhou. Tem uma misturinha de reggae, pop e rock que só Bi Ribeiro, Herbert Viana e João Barone têm moral pra fazer. Destaque para Mormaço,  que faz referência à Paraíba [terra natal de Herbert Viana] e conta com  a participação de Zé Ramalho – uma canção diferente, com um toque de mpb que não faz mal a ninguém.

Enfim, o disco é fofo. Cheio de músicas para pessoas apaixonadas e para avulsos como eu, que estão com o coração daquele jeito: “nem lá nem cá”.

 

*Aposte em mim é a sexta faixa de Brasil Afora.

P.S.: A “dupla” PJ Harvey e John Parish, com o delicioso A Woman A Man Walked By, fica pra um próximo post. Mas vão baixando ou comprando. O disco é totalmente recomendável.

Continua sendo…

Para Artur Gouvea, Barbara e Fernando.

Nunca tive a menor vontade de pagar de turista no Rio de Janeiro, nem em lugar algum. Nunca tive a menor vontade de ir ao Pão de Açúcar, Cristo Redentor e blá blá blá. Se exatamente ao alcance de minhas mãos havia um livro super interessante de contos do Fitzgerald [que eu já vou tratar de comprar pra mim],  pra que sair de casa?! Tá. Eu gosto de caminhar, isso é bem verdade. Adoro caminhar [embora eu não adote a prática em minha cidade]. E nem precisa ser pelos lugares mais bonito. Enfim, eu sou uma “turista” estranha.

 

Naquele sábado, 28 de fevereiro de 2009, eu não queria sair de casa. Eu queria ficar. Falar besteira, falar da vida, ouvir o som de alguma voz falando comigo. Foi quando, pela primeira vez na vida, estar ‘sozinha’ [mesmo com alguém por perto] me fez sentir mal. Meu estômago já doía a mais de 24h, sem parar, e eu não precisava sentir mais um incômodo numa tarde aparentemente tão agradável.

 

Então, quando eu me vi assim, em um território estranho, apenas com um livro nas mãos e com um telefone celular que não parava de vibrar com a chegada de mensagens que, até então, eu insistia em não retornar, foi que o telefone, que nem era meu, tocou. Atendi. E saí. Quer dizer, fui levada. E dei de cara com o Bloco Mulheres de Chico: vinte mulheres em um palco pequeno, montado na Praça Antero de Quental, no bairro do Leblon, cantando Chico Buarque.

 

 

Boas companhias, novas amizades, fortalecimento de outras, clima legal, música boa e uma Mariana completamente à vontade. Era eu naquela praça. Sem carapuça, sem limitações. No final de tudo, isso valeu a pena.

 

P.S. 1: O vídeo postado aqui não é de autoria minha ou de qualquer conhecido meu. Eu o encontrei à tôa no Youtube.

P.S. 2: Caddah, da próxima vez eu juuuuro que lhe mando um sinal de fumaça! Juro! [tá. pode me chamar de vaca.]

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